Penso que Deus escolhe muito bem as pessoas que coloca em nosso caminho, e, a cada dia, tenho tido mais certeza de que algumas têm uma missão bastante específica: a de nos santificar.
Não falo aqui daquelas pessoas que são verdadeiros anjos e que sempre nos trazem as palavras oportunas nos momentos certos, que estão sempre prontas para ajudar ou que compreendem sempre as nossas razões. Não! Refiro-me àquelas que são a pedra no nosso encalço, isto é, que nos incomodam, que nos perseguem, que nos esmagam com suas atitudes, mas que permanecem em nossas vidas porque não desistimos de amá-las.
Com sua infinita sabedoria, Jesus disse para amarmos os nossos inimigos, a fim de que, por esse amor insistente, pudéssemos lidar melhor com os limites de nossa humanidade. E é desse modo que nos tornamos pessoas melhores: à medida que aceitamos o outro como ele é, sem querer mudá-lo simplesmente de uma hora para outra.
É fácil? Definitivamente não! Principalmente quando esse nosso "inimigo" está bem perto de nós: na família, no trabalho, entre nossos amigos...
No fundo, atitudes ríspidas são reflexo de um coração ferido e inseguro, mas que não deixou de amar. E é por isso que não podemos desistir assim, nas primeiras tentativas. O sentimento ainda está lá: vivo, mas doente. Precisa ser recuperado e curado. "Como fazer isso?", você pode perguntar. Confesso que não sei, mas estou lutando para descobrir. Paciência, paciência...
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
O desafio de vencer os medos
Se eu pudesse definir uma meta para os próximos anos da minha vida seria: não ter medo de errar! É impressionante como o desejo de acertar tem virado uma obsessão para mim e, por isso, muitas vezes, fujo de experiências importantes que não poderiam ser ignoradas... Talvez eu precise compreender que há um ser humano aqui dentro que precisa se libertar e que isso só será possível à medida que enfrento os meus medos com maturidade e paciência.
Preciso trazer para a minha vivência particular a ideia de que todos nós somos, essencialmente, limitados e que errar é tão inerente à condição humana quanto respirar! Compreender isso não significa que, de agora em diante, irei agir com total irresponsabilidade, cometendo falhas a torto e a direito. Porém, saber que a qualquer momento estarei sujeita ao erro me dará a segurança de continuar caminhando, sem parar no tempo...
Isso não será tarefa simples. Ao contrário, será um sacrifício diário, uma busca persistente e incansável. A vida é como um campeonato esportivo: ora se perde, ora se ganha. É preciso acolher essa verdade, com todas as consequências que ela traz. Não serei a primeira, nem a última errada na história, mas, a partir de hoje, eu decido lutar contra meus medos e, com isso, ser uma pessoa melhor e mais consciente de sua humanidade...
Preciso trazer para a minha vivência particular a ideia de que todos nós somos, essencialmente, limitados e que errar é tão inerente à condição humana quanto respirar! Compreender isso não significa que, de agora em diante, irei agir com total irresponsabilidade, cometendo falhas a torto e a direito. Porém, saber que a qualquer momento estarei sujeita ao erro me dará a segurança de continuar caminhando, sem parar no tempo...
Isso não será tarefa simples. Ao contrário, será um sacrifício diário, uma busca persistente e incansável. A vida é como um campeonato esportivo: ora se perde, ora se ganha. É preciso acolher essa verdade, com todas as consequências que ela traz. Não serei a primeira, nem a última errada na história, mas, a partir de hoje, eu decido lutar contra meus medos e, com isso, ser uma pessoa melhor e mais consciente de sua humanidade...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Pequenas sutilezas da Vila Planalto

Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia - Crédito: Ana Lúcia Barreto Soares - Codeplan
Avessa à frieza dos blocos de concreto do Plano Piloto, ela se mostra impetuosa e rebelde. Suas ruas são estreitas, desordenadas e têm nome. As casas, definitivamente, não obedecem a um padrão, e, numa velocidade que parece ignorar qualquer regra, os barracos de madeira, originais dos tempos pioneiros, vão sendo engolidos por residências em concreto, cheias de pompa. Nesse lugar, que ouso dizer ser um dos mais peculiares de Brasília, diferentes gerações convivem lado a lado e ajudam a escrever uma história sem final definido. Essa é a Vila Planalto, que reúne em si todos os sons e cores imagináveis.
Sabe aquele ar de cidadezinha do interior? Foi essa a sensação que tive ao me mudar para lá no ano passado. Cheia de orgulho, sempre falo: “A Vila tem cara de cidade normal!”. Sim, pois para quem, como eu, não é natural de Brasília – e aí me perdoem os brasilienses –, soa estranha essa organização metódica em quadras e setores. As ruas da minha Fortaleza, ao contrário, são vivas e confusas. Os vizinhos se conhecem e, apesar da correria diária, conseguem estabelecer entre si um diálogo mínimo; nem sempre cordial, é claro, mas lá a indiferença passa longe...
Na Vila também é assim. Fico impressionada como as pessoas sabem da vida das outras. Com riqueza de detalhes. E todo mundo acaba se sentindo em casa... As crianças brincam na rua e fazem barulho, uma cena que é possível apenas onde ainda há liberdade. Liberdade essa que também permite encontrar praticamente tudo em poucos passos. Farmácia, mercadinho, padaria e até curso de idiomas... toda a praticidade para uma vida sem percalços, logo ali, na esquina!
A culinária é outro ponto forte. Os diversos restaurantes transformaram a Vila Planalto num paraíso para quem mora e/ou trabalha no Plano Piloto. Nesse itinerário gastronômico, tem espaço para delícias de todos os cantos do Brasil, sem contar nas opções “universais” de fast food e self-service. Em um dos meus recantos favoritos, de cozinha mineira, a dona cumprimenta os clientes na porta e passa em cada mesa para saber da satisfação do seu público. Sem contar no ambiente bucólico, que remete aos cenários de uma fazenda do interior, com seu mobiliário rústico e trilha marcada pelos sons de uma viola. Um convite irresistível para uma prosa regada a cafezinho...
Os moradores mais antigos contam que a Vila já mudou muito, mas sua essência aconchegante tem sobrevivido bravamente com o passar dos anos. Tem problemas? Sim! Infelizmente, o poder público parece ter esquecido que aquele lugar existe, pois quase não se vê investimento na revitalização de ruas e áreas comunitárias de lazer. Outra crítica recai sobre os condomínios de quitinetes que, construídos onde quer que haja um pedacinho de terra, sem o menor planejamento, enfeiam o bairro.
Mesmo com esses entraves, morar na Vila Planalto tem sido uma experiência fantástica. É como estar na fronteira entre o passado e o futuro. É conviver com tantos contrastes e não se sentir apenas mais um na multidão. É perceber que até hoje, mais de seis décadas depois, o bairro manteve o propósito pelo qual foi criado: ser um verdadeiro lar para aqueles que chegam.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Seguir o próprio caminho
"Nunca se ressinta do sucesso de outro homem, filho. Lembre-se, cada um de nós vive seu próprio destino. Nossas vidas correm todas em vias paralelas - o sucesso dos outros não nos puxa para baixo, e seu fracasso não nos empurra para cima. Concentre-se apenas nos seus próprios boletins escolares e no seu trabalho".
A frase foi retirada do livro "A doçura do mundo", da escritora indiana radicada nos Estados Unidos Thrity Umrigar. Li-o recentemente e, dentre tantas lições que ele pode me oferecer, elejo uma: a necessidade de cada um de nós seguir seu próprio caminho.
É incrível como costumamos nos comparar com os outros. No trabalho, em casa, na sociedade como um todo, estamos sempre em busca de um referencial. Até aí, tudo bem. Bons exemplos devem inspirar nossas atitudes e, quando possível, mudar nossa postura, quebrar nossos paradigmas.O problema é quando nos deixamos levar pela vida dos outros e esquecemos quem nós somos.
Nenhum história é igual a outra. Temos nossas próprias qualidades e limitações, o que verdadeiramente nos torna únicos, especiais. Não podemos nos forçar a um caminho, a uma personalidade, a um estilo de vida, apenas porque esses deram certo para outra pessoa. Não podemos controlar o tempo e esperar que todas as coisas aconteçam dentro do que planejamos, ou mesmo nos impor metas inalcançáveis. Sabe qual o resultado para isso? Frustração.
Certa vez, eu conversava com uma pessoa que dizia se sentir infeliz na profissão, pois nada que havia pensado para sua carreira dera certo. A vida tinha tomado rumos diferentes, a maioria de seus colegas de faculdade eram hoje bem-sucedidos e ela estava dando ainda os primeiros passos em um segmento que, a princípio, nada tinha a ver com o que sonhara.
E eu pensei que comigo também foi assim. A diferença é que fui aprendendo a aceitar o que a vida me dá. Porque não adianta teimar com ela e ficar eternamente olhando para os lados à espreita de algo que, provavelmente, nunca virá. Não é fácil, é claro. Porque muitas vezes nós temos a prepotência de achar que está tudo sob controle e que nada irá contrariar nosso plano "infalível".
A estrada, porém, não chegou ao fim. Há muitos atalhos ainda. O que importa é o que vamos fazer com eles daqui para frente. Podemos ignorá-los, mas, ao mesmo tempo, correr o sério risco de perder nossa felicidade. E então? Que faremos?
Eu escolho e vou lutar pela liberdade de seguir meu próprio caminho, sem me preocupar se quem está ao lado engatinha ou está no auge da corrida. Enquanto houver chão, acompanham-no os passos e, de preferência, bem firmes.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A vida com o tempo
Com o tempo, você aprende que nem todas as coisas são possíveis, que nem todas as pessoas são iguais, que nem todos os finais são felizes. E que não adianta se debater, porque, no fundo, nós não temos mesmo o controle sobre tudo.
Com o tempo, você aprende que há certas circunstâncias inevitáveis e que será em vão se culpar por isso. E você percebe que as experiências - sobretudo as mais difíceis - é que fazem você ser quem é, porque ninguém mais poderia viver o que foi reservado apenas para você.
Com o tempo, você se convence de que não há nenhum motivo especial para ter acontecido isso ou aquilo; você é simplesmente um ser humano, e a dor é sempre uma possibilidade, assim como a alegria plena.
Com o tempo, você se desfaz das máscaras que te aprisionavam e descobre que, por trás de uma muralha de força e compreensão, há alguém frágil e inconformado. E você respira aliviado porque, sim, você não é tão "perfeito" quando imaginava(m).
Com o tempo, você aprende a dizer "não" e, com isso, a ser honesto consigo mesmo. Também começa a dizer "sim" quando a vida te pede mais uma chance, nem que seja para derrotar o medo e provar que é possível levantar outra vez.
Com o tempo, você começa a caminhar de forma mais leve, desfazendo-se do peso trazido por seus questionamentos, fracassos e - por que não? - sucessos. Você continua sonhando, mas já não carrega as expectativas de que tudo se dará da forma como você projeta.
Com o tempo, você percebe, enfim, que não fomos criados para encontrar todas as respostas, fórmulas e razões. A vida é e sempre será um mistério, que não cabe em nós, mas que foi feito para nós. Então simplesmente viva, e tenha a certeza de que isso já é tudo.
Com o tempo, você aprende que há certas circunstâncias inevitáveis e que será em vão se culpar por isso. E você percebe que as experiências - sobretudo as mais difíceis - é que fazem você ser quem é, porque ninguém mais poderia viver o que foi reservado apenas para você.
Com o tempo, você se convence de que não há nenhum motivo especial para ter acontecido isso ou aquilo; você é simplesmente um ser humano, e a dor é sempre uma possibilidade, assim como a alegria plena.
Com o tempo, você se desfaz das máscaras que te aprisionavam e descobre que, por trás de uma muralha de força e compreensão, há alguém frágil e inconformado. E você respira aliviado porque, sim, você não é tão "perfeito" quando imaginava(m).
Com o tempo, você aprende a dizer "não" e, com isso, a ser honesto consigo mesmo. Também começa a dizer "sim" quando a vida te pede mais uma chance, nem que seja para derrotar o medo e provar que é possível levantar outra vez.
Com o tempo, você começa a caminhar de forma mais leve, desfazendo-se do peso trazido por seus questionamentos, fracassos e - por que não? - sucessos. Você continua sonhando, mas já não carrega as expectativas de que tudo se dará da forma como você projeta.
Com o tempo, você percebe, enfim, que não fomos criados para encontrar todas as respostas, fórmulas e razões. A vida é e sempre será um mistério, que não cabe em nós, mas que foi feito para nós. Então simplesmente viva, e tenha a certeza de que isso já é tudo.
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